Instituto Virtudes - Humanização e Virtologia
Capa do livro Teimosia de Viver, de Eduardo Casarotto.

Livro · Eduardo Casarotto

Teimosia de Viver

Um tratamento inteiro do próprio Eduardo Casarotto, transcrito como aconteceu. Dez sessões reais, do primeiro encontro ao dia em que uma família voltou a se falar.

Formato
Livro físico
Sessões terapêuticas realizadas
10
Audiobook
Incluso
Base
Caso real de tratamento completo

Livro físico

R$ 97

mais R$ 28 de frete · audiobook incluso

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O que este livro é

Quase tudo o que se publica sobre clínica é uma de duas coisas: teoria, ou o caso já resumido pelo terapeuta depois que acabou. Nos dois formatos, o que some é o mesmo: o processo.

Aqui está o processo. As sessões, transcritas, na ordem em que aconteceram.

A pergunta que foi feita e a resposta que veio. O momento em que a paciente entende, e o momento em que ela desconversa. A tarefa que ela levou para casa, e o que ela trouxe de volta na semana seguinte. A interpretação sendo construída na frente do leitor, e não apresentada pronta.

Só os nomes foram trocados, junto com os detalhes que poderiam identificar as pessoas envolvidas. O que se diz nas sessões está como foi dito.

De onde vem o título

Aida chegou ao consultório aos sessenta anos. Casou aos dezessete, ficou viúva aos trinta e poucos, criou três filhas sozinha numa época em que a sociedade não estava feita para mulher sem marido. Aprendeu a dirigir sozinha, tirando o carro da garagem sem nunca ter posto o pé numa embreagem, porque não tinha dinheiro para aula nem alguém que se dispusesse a ensinar.

Depois de escutar mais uma dessas histórias, Eduardo comenta em sessão: "essa sua teimosia de viver é incrível." O livro ficou com o nome.

É por isso que a obra funciona em duas camadas ao mesmo tempo. É um estudo de caso completo, e é a história de uma mulher que apanhou muito da vida e não desistiu dela.

Como o livro nasceu

Começou por outra pessoa. Quem procurou o consultório foi a filha mais nova, com uma raiva da mãe que não se explicava pelo que ela mesma contava.

Investigando, Eduardo entendeu que tratar apenas a filha não resolveria: o conflito era da família inteira, e a leitura que cada uma tinha da mãe era mais objeto interno do que fato. Chamou a mãe e as irmãs para o consultório.

Nas duas primeiras sessões, quase nada. Aida não se lembrava da própria vida. Combinaram então que ela escreveria em casa tudo de que conseguisse lembrar, e traria o material na semana seguinte para trabalharem em cima.

O livro é feito desse material. Foi assim que um tratamento virou livro.

O que veio junto, sem ter sido procurado, foi o retrato de uma geração. Os costumes, os valores, o que se podia e o que não se podia, o dinheiro que mudava de nome a cada plano econômico. O livro traz notas históricas ao longo das sessões, para que o leitor mais novo entenda o mundo em que aquelas cenas aconteceram.

O percurso do tratamento

O livro segue a ordem clínica, e é essa ordem que faz o processo ser legível.

  1. 1

    A investigação

    A primeira fase. O mapa da história, a linha do tempo, a busca do ponto de fixação. Já na primeira sessão aparece o que vai organizar o resto: um superego rígido, uma carga de culpa que não é dela, e uma depressão que se anuncia antes de ser nomeada.

  2. 2

    A origem dos padrões

    De onde vem o comportamento que ela repete há sessenta anos. A preferência materna pelo irmão, a ligação com o pai, e a decisão clínica de não ressignificar nada disso.

    O que o leitor vê aqui é a Virtologia se separando da técnica tradicional em tempo real: não se justifica a mãe, não se reescreve a cena. Aceita-se o fato e se interrompe a busca por um amor que não vai vir.

  3. 3

    A compulsão à repetição

    Por que ela só se envolvia com um tipo de homem, e por que a filha mais velha foi procurar exatamente o mesmo tipo. O mecanismo é explicado em sessão, em quatro estágios, e depois verificado na própria história dela, caso a caso.

  4. 4

    A herança que atravessa gerações

    Aida pesquisa a história da própria família a pedido do terapeuta e volta com o tataravô, a avó, a mãe. O padrão reaparece três gerações depois, em pessoas que nunca souberam da história.

  5. 5

    As virtudes entrando como tarefa

    Aceitação, perdão, honestidade, individuação. Não como conceito discutido, e sim como trabalho prescrito entre uma sessão e outra, com o retorno cobrado na semana seguinte.

  6. 6

    A sessão das quatro

    Mãe e três filhas na mesma sala, cada mágoa dita na frente de todas, uma de cada vez, conduzida para o perdão e não para o acerto de contas. Só foi possível porque as quatro já haviam sido tratadas antes, e o livro deixa claro por quê.

  7. 7

    Charuto das quartas

    O caso discutido com um colega de profissão, sem paciente na sala. É o capítulo em que o raciocínio clínico aparece por inteiro: o que o terapeuta pensou, o que ele descartou, e por que fez o que fez.

Os conceitos em uso

Nenhum conceito aparece aqui como verbete. Todos aparecem no instante em que a sessão precisa deles, explicados a uma senhora de sessenta anos que não é da área, e é essa a razão pela qual o livro se lê sem formação prévia.

01

Superego

Como um julgador interno formado pela família, pela religião e pela época cobra atitudes que a pessoa nem reconhece como suas, e como essa cobrança vira culpa, depressão e adoecimento do corpo.

02

Orgulho e egoísmo

Os dois em suas definições virtológicas, e a demonstração no caso concreto: um homem que adoece por oito meses porque o orgulho ferido não o deixa aceitar o próprio erro.

03

Complexo de Édipo

Na leitura da Virtologia, incluindo o cálculo de posição entre irmãos: qual filha se liga ao pai, qual se alia à mãe, e qual carrega o sentimento de exclusão.

04

Compulsão à repetição

Os quatro estágios que instalam o mecanismo, e por que a defesa criada pelo inconsciente acaba reproduzindo os elementos da cena original em vez de evitá-los.

05

Não ressignificação de memória

Um dos pontos em que a Virtologia mais se afasta da clínica tradicional. Por que justificar a mãe para o paciente produz culpa em vez de alívio, e o que se faz em lugar disso.

06

A atemporalidade do inconsciente

Por que uma mágoa de cinquenta anos atrás é vivida hoje com a mesma carga do dia em que aconteceu, e o que isso muda no manejo.

07

Somatização

O caminho pelo qual a tensão de uma culpa não resolvida vira sintoma físico, acompanhado dentro do caso e não descrito em abstrato.

08

Individuação

O que é atingir a maturidade de viver a própria vida sem depender da aprovação dos pais, e por que ela não acontece enquanto a pessoa ainda espera preencher um buraco que não se preenche.

09

Escala de necessidades

O instrumento de autoavaliação que a paciente passa a usar, e a ligação direta entre necessidades não atendidas e o quadro que a levou ao consultório.

10

Transferência e projeção

Como a filha lê a mãe através de um objeto interno e não do que a mãe é, e o trabalho de separar uma coisa da outra.

O audiobook

O livro traz, impresso, o link para ouvir a obra também em formato de audiobook. Não é uma compra separada: vem com a versão física.

Faz diferença neste título mais do que faria em outro. O livro é quase todo diálogo, e diálogo transcrito é o tipo de texto que ganha quando é ouvido: a pergunta, a pausa antes da resposta, a hesitação de quem está prestes a admitir uma coisa que nunca disse em voz alta.

Público indicado

Para quem estuda ou atende

É material de estudo raro, porque mostra o que a teoria não mostra: como se pergunta, quando se cala, como se devolve uma interpretação e o que se prescreve entre uma sessão e outra.

É o que a supervisão ensina e o livro-texto não alcança. E como o capítulo final traz o caso discutido entre colegas, o leitor também vê o raciocínio por trás de cada decisão.

Para quem não é da área

Não é preciso conhecer nada de psicanálise nem de Virtologia. Cada conceito é explicado dentro da sessão, para a própria paciente, com as palavras que ela entende.

E há a outra leitura possível, que talvez seja a principal: uma história de força, de quem levou muitos tombos e se levantou de todos.

Uma observação sobre a transcrição

As sessões estão como foram. Isso inclui o vocabulário de uma conversa real entre duas pessoas em consultório, que às vezes é direto e às vezes é cru, e inclui assuntos de vida adulta tratados sem eufemismo: sexualidade, traição, violência doméstica, dependência.

Nada disso está ali por efeito. Está porque era o que a paciente trouxe, e porque limpar o material tiraria do leitor justamente aquilo que ele veio ver: uma sessão como ela é.

Quem escreveu

Eduardo Casarotto é pesquisador, autor, consultor, filantropo, fundador do Instituto Virtudes e criador da Virtologia e da Humanização 2.0. Condecorado com o título de Comendador Cavaleiro pela Câmara de Justiça de São Paulo.

Com mais de 25 anos de atuação como terapeuta e consultor organizacional, formou mais de 2.000 terapeutas e dedicou sua trajetória ao estudo do funcionamento humano e da relação entre ambiente, comportamento e adoecimento.

Ao longo de sua atuação, desenvolveu trabalhos de formação e orientação metodológica para empresas, instituições públicas, organizações, hospitais, escolas e unidades prisionais, levando sua abordagem para contextos onde o funcionamento humano precisa ser compreendido não apenas no indivíduo, mas também nos sistemas em que ele vive e trabalha.

É autor de mais de 20 livros e de artigos publicados em periódicos científicos. Sua metodologia já foi apresentada no Plenário do Senado Federal, discutida em ambientes institucionais e aplicada em diferentes realidades humanas, organizacionais e sociais.

O que costumam perguntar

As sessões são reais mesmo?

São. O caso é real e as sessões foram transcritas. O que foi alterado são os nomes e os detalhes capazes de identificar as pessoas envolvidas: nomes de familiares, de lugares e de terceiros citados. O conteúdo clínico está como aconteceu.

Tem versão digital?

Não. Este título sai apenas na versão física, e o audiobook vem incluso: o link para ouvir está impresso dentro do livro.

Preciso conhecer a Virtologia para ler?

Não. Cada conceito é explicado dentro da sessão, no momento em que aparece, para uma paciente que também não conhecia nenhum deles.

Serve para quem estuda outra linha?

Serve, e é uma das melhores portas de entrada para entender em que a Virtologia se afasta da clínica tradicional, porque a diferença aparece em ato e não em argumento. A leitura do caso, evidentemente, é a da Virtologia.

É um livro pesado?

Tem passagens duras, porque a vida da paciente teve passagens duras. Mas o arco do livro é de reconstrução, e ele termina com a família reunida e reconciliada.

Substitui tratamento?

Não. Nos quadros com determinação biológica, a Virtologia soma-se ao tratamento médico e não fica no lugar dele. Se você está em sofrimento, procure ajuda profissional.

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Para a teoria por trás de tudo o que acontece nessas sessões, o Fundamentos da Virtologia traz a base inteira da escola:

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